
Foto: fonte desconhecida
O Cine Moderno foi um dos mais importantes espaços de sociabilidade e cultura da cidade, marcando gerações com sessões de cinema, apresentações artísticas e grandes encontros populares. Sua trajetória está profundamente ligada à família Romão e a personagens que ficaram conhecidos na memória coletiva local.
O Cine Moderno foi construído por Júlio Romão dos Santos, reconhecido como o fundador do cinema. Ele ergueu o prédio e iniciou as atividades do espaço, embora ainda não se tenha a data exata de inauguração, informação que permanece como uma das principais lacunas da historiografia local.
Houve ainda períodos em que o cinema foi arrendado, como no caso de um senhor de sobrenome Medeiros, vindo de Itabaiana, que administrou sessões por um tempo.
Após sua gestão, o cinema passou para membros da própria família: Edson Romão – filho de Júlio Romão. Não há confirmação definitiva sobre a ordem de administração entre Edson e Raminho, mas ambos estiveram à frente do cinema em momentos distintos. Posteriormente, o Evilásio Batista de Albuquerque foi o último dono do Cine Moderno e em 1985 foi vendido, marcando o fim de uma fase importante de sua história.
O Cine Moderno possuía uma estrutura considerada moderna para a época:
Era um espaço simples, mas tecnicamente estruturado para oferecer uma boa experiência ao público.
O cinema funcionava com grande rotatividade de filmes. Geralmente ss produções ficavam em cartaz por dois ou três dias. Os filmes eram alugados e chegavam ao interior após circularem nas capitais. Havia constante renovação semanal.
Entre os gêneros mais exibidos estavam: Faroestes (westerns italianos), Filmes populares da época e produções nacionais e estrangeiras. As cópias eram físicas, transportadas em latões, e o sistema era totalmente manual.
O Cine Moderno não era apenas sala de cinema. Também funcionava como:
Também são lembrados espetáculos humorísticos como o do personagem Coronel Ludugero, criação do humorista Lauro Barbosa, muito popular no Nordeste.
O Cine Moderno representou muito mais que um espaço de exibição de filmes, foi palco de encontros sociais, incentivou práticas culturais escolares, trouxe artistas regionais, criou vínculos afetivos e memórias duradouras.
Com o passar dos anos e as transformações urbanas, o prédio deixou de funcionar como cinema. Ainda assim, permanece vivo na memória coletiva como símbolo de uma época em que o cinema era também festa, encontro e acontecimento.

Foto: fonte desconhecida