Carpina

CINE
SÃO JOSÉ

Foto: Cine São Jose

Retrocedendo no tempo, lembro-me do velho prédio do cinema Baltazer, cuja sirene estridente ecoou por tantos anos aos quatro cantos do lugarejo. Aquele som era um convite irresistível às famílias nos domingos e feriados. Memoráveis produções da Paramount e seriados ainda em preto e branco faziam a turma jovem delirar. À tardinha, à medida que o relógio corria, as pessoas se apressavam em tomar conta dos espaços daquele salão. A vibração aumentava quando, às sete horas em ponto, as cortinas se erguiam e a máquina entrava em movimento. Vez ou outra a fita quebrava e as luzes se acendiam; a plateia irritava-se e vaiava freneticamente até que, de repente, tudo voltava ao normal. Mesmo sem muito conforto, as paqueras rolavam, indiferentes à risadagem e às brincadeiras das hilariantes comédias (SANTOS, [s.d.], p. [s.p.]).

Referência (ABNT):
SANTOS, Luiza Maria de Vasconcelos. Carpina: uma caminhada histórica. 1. ed. Carpina: [s.n.], [s.d.].